(POV Daniel)
O condomínio da Barra recebe o fim de tarde em silêncio quase hostil, muros altos, câmeras discretas, o tipo de rua que parece desconfiar de qualquer carro que não reconhece de cor.
O portão eletrônico se abre depois de eu me identificar duas vezes, e o carro segue até parar diante de uma casa que não parece casa. Concreto aparente, vidro do piso ao teto, mármore escuro na entrada — um bunker desenhado por alguém com bom gosto e dinheiro demais.
Sem vista pro mar. Estranho, pra um