Minha cabeça estava cheia. Achei que, depois de me casar, as coisas finalmente entrariam nos eixos. Que eu encontraria a ordem que tanto busquei. Era isso que todos esperavam, não? Minha vida inteira foi construída sobre o desejo alheio. Eu fazia o que as pessoas queriam de mim, o que consideravam correto, o que julgavam ideal. Mas nunca era o suficiente. Sempre havia algo que saía do lugar, algo que quebrava a ilusão de perfeição e me obrigava a consertar, a remendar, a iluminar os cantos escu