Eu precisava desabafar de alguma forma. Talvez por isso eu tenha convidado minha cunhada para vir até minha casa, ainda com o filho no colo, e contar para ela a loucura que fiz. Foi impulso. Ela me pegou desprevenida em um momento de fragilidade, quando minha cabeça estava uma confusão, mas, no fundo, a culpa era minha. Não podia culpar ninguém, nem o destino, nem as circunstâncias. Foi minha escolha, e as consequências também eram minhas. Todas as culpas, na verdade.
Samanta me olhava com aquel