Mundo de ficçãoIniciar sessão
Cassandra Moore
O dia seguinte seria o meu final feliz. Finalmente eu iria quebrar a maldição da minha família. — Cass!— Violet me chamou adentrando o meu quarto — As meninas estão te esperando impacientemente lá fora! — Eu já estou indo!— Sai do meu quarto carregando uma bolsa pequena nos ombros. — Finalmente a noiva decidiu sair — Blue zombou. — Também não é para tanto, vocês demoram bem mais que eu para se arrumarem . — Só se for seguindo o seu relógio interno ! — Ember, afirmou brincando . — Ember !—Exclamei — Vamos que o motorista já está nos esperando. — Droga, Cass! — Violet cuspiu olhando para o celular. — O que foi? — Indaguei — Eu não vou poder ir com vocês! — Por quê? — Meu chefe acabou de enviar uma mensagem para mim . Ele disse que tenho que ir para a empresa agora mesmo. — Sério? Em um sábado a noite? Esse seu chefe está sempre fazendo isso. — Eh, você sabe como essa gente rica é . — Tá bom, vai lá ! A gente pode contar com você mais tarde? — Não, nem adianta esperar... meu chefe é um chato! — Tá bem, boa sorte ai. — Tchau miga! — Violet me abraçou antes de se afastar. — Esse chefe da Violet tá sempre chamando ela para alguma coisa — afirmou Blue. — É mesmo ! Quem sabe é um namorado e ela não quer falar. Também a Violet nunca mostra os namorados dela... — Ember fez uma pausa dramática, como se ligasse os pontos de algo — E se ela está namorando com um homem casado? — Vocês serão presas se continuarem difamando as pessoas desse jeito! — respondi em tom de repreensão, eu conhecia bem a Violet e sabia que ela não faria uma coisa dessas. — Falou e disse a nossa futura advogada de defesa. — Só vamos logo, eram vocês que estavam fazendo pressão . — Tá! Só deixa de trancar essa cara! Amanhã é seu dia especial, você não quer ficar com rugas, não é mesmo? Ela tinha razão, eu não podia me deixar abalar agora. Chegamos em um bar muito luxuoso — A música estava alta, luzes baixas, pessoas dançando e se agarrando pelo espaço, outras conversavam — mas o que realmente me chamou atenção foram aqueles olhos escuros que se fixassaram em mim desde o momento em que adentrei o espaço, aqueles olhos eram lindos . Tive que ignorar... eu iria me casar amanhã. Me sentei em um dos bancos que ficam perto do balcão e pede uma água com gás. Fiquei observando a Blue e a Ember que dançavam loucamente na pista desde que chegamos . Até que Ember veio andando na minha direção, segurando um copo com licor de laranja. — Olha para lá, Cass — Ember disse apontando com o queixo para um homem sentado na ala vip, o mesmo que me observava desde a minha entrada. Era um homem alto, postura firme, olhos serenos, porém famintos — Era o tipo de homem que não se ignora fácil. — O que tem ele? — Dei de ombros como se não me importasse . — Como assim, o que tem ele? Ele é mô gato e não para de olhar para você . — Ember, você já se esqueceu do motivo de estarmos aqui. — Eu só falei — ergueu as mãos em sinal de rendição. — Da próxima vez guarda nos... — meu telefone começou a tocar e era o Dominic — Oi meu amor! Já estás com saudades? Ele não respondeu ... O Dominic não era de fazer joguinhos, ao menos não esse tipo. — Você me deixa louca, Dominic — uma voz femenina gemeu do outro lado da linha , me fazendo levantar do acento em um sobressalto. Essa voz não é estranha — Essa voz... Não pode ser... É a voz da— Violet! Minhas mãos que antes seguravam firme o telefone , agora tremiam e eu não sabia dizer se era de raiva, choque ou indignação. Não podi ser, ela não faria isso comigo. Não quando ela sabe o que isso significa para mim —ou será que faria? — Você ainda não viu nada! — Dominic grunhiu e não demorou para que o som dos seus corpos batendo um no outro ficassem cada vez mais altos, acompanhados dos gemidos de quem eu pensava que ser uma das minhas melhores amigas. Por fim o telefone escorregou por entre os meus dedos, a minha mão direta foi para testa e deslizou para os cabelos , meu corpo recuou indo contra o banco. — um sorriso escárnio escapou da minha garganta. A única porta que eu tinha para escapar, acabou de se fechar. — O que foi, Cass? — A voz de Ember pareceu um ruído , um som alto demais e ao mesmo tempo distante demais. Eu sentia que o espaço ao meu redor estava se movendo. E foi no meio dessa multidão e agitação que os meus olhos encontram os olhos dele , aqueles mesmos olhos serenos... Meus pés se moveram em direção a ele antes que o meu cérebro desse sinal. O segurança tentou me impedir de entrar, mas assim que aquele homem fez um gesto com a mão ele me deixou entrar. Não pensei ... Não falei ... Apenas o beijei com intensidade. Minha língua explorou cada canto da sua boca e ele retribui — suas mãos deslizaram pela minha cintura enquanto uma das minhas maõs o agarrou forte pela nunca. Além desse homem o único que eu beijei em toda vida foi o Dominic, mas eu podia dizer com propriedade —esse foi o melhor beijo de toda a minha vida. — Me concede uma noite inesquecível — sussurrei contra a sua orelha, ainda tentando recuperar o fôlego. O que você está fazendo Cassandra? Não era exatamente por isso que você iria casar? — pensei comigo mesma. Ele não falou nada, apenas me puxou firme pelo braço e me levou até um corredor longo e estreito . A cada passo que a gente dava mais difícil era para ouvir a música do bar. Finalmente chegamos no final do corredor e ele abriu uma grande porta de madeira. Eu nem esperei que ele desse sinal e já fui entrando . O quarto era grande, talvez o maior que já vi — O cômodo tinha uma cama King size, uma penteadeira branca elegante , com um espelho prateado nas bordas e uma mesinha com um copo vazio virado para baixo e uma jarra transparente que continha água . O homem se aproximou da mesa, pôs a água no copo e me entregou. Eu recebe e bebí com os olhos fixos aos dele. — O que fez você ficar daquele jeito? — Ele finalmente falou, sua voz serena e carregada de firmeza — Você me trouxe aqui para conversar ou para me comer? — cruzei os braços. — Eu não tinha notado que você é apressadinha — Sorriu mostrando todos os dentes. Que sorriso — Você vai me pegar logo ou vou ter que procurar outro lá fora — Provoquei, tentando parecer firme. Eu não deveria ter dito isso . Os olhos desse homem que até agora pareciam serenos se escuresseram em um preto opaco . Meu corpo todo se arrepiou, eu gostaria de dizer que foi de medo — mas foi puro desejo. — Nunca digas para um predador que darás a sua presa — sua voz soou ainda mais firme. — E quem disse que eu sou a presa? — provoquei de novo. Ele se aproximou mais uma vez de mim e me erguer nos braços. Meus pés se entrelaçaram em volta da sua cintura . Seus lábios deslizaram pela curvatura dos meus ombros , depois subiram pelo meu pescoço e deu uma mordida de leve no meu queixo, fazendo meu corpo arfar de desejo . As mãos dele percorriam o meu corpo com uma paciência que me fazia ficar cada vez mais excitada. Então impacientemente eu o beijei com a mesma intensidade da outra vez ele correspondeu, mas logo se afastou e começou a brincar com os meus lábios. — Você está tentando me levar ao limite? — Indaguei com a voz arrastada. — Não, eu estou apenas te ensinando quem manda aqui. — respondeu beijando o meu pescoço. Então nossos lábios finalmente voltaram a se encontrar em um beijo ardente, parecia que nossas bocas haviam sido feitas uma para outra. Meus dedos deslizaram pela camisa dele desabotoando cada botão daquela camisa, até revelar os seus bíceps perfeitamente esculpidos . Meus olhos se fecharam tentando saborear cada minuto daquele beijo. . — Abri os olhos — ordenou, com a voz arrastada, mas cheia de autoridade. Obedeci — Você está no meu território, nas minhas mãos, exatamente no local que eu quero — Continou, entre um beijo e o outro. Me jogou na cama, mas não foi bruto , foi forte o suficiente para que eu soubesse o que estava prestes a acontecer e eu queria que acontecesse. — Você ainda acha que és o predador — restejou pela cama até ficar em cima de mim. — Não ! — minha voz saiu baixa. — Você vai ser obediente ? — Questionou acareciando as minhas coxas. — Não! — Aié? — É sim! Sem cerimônia começou tirar as minhas roupas, peça por peça , mas parou ao tirar a minha blusa e ver o medidor da glicose. — O que é isso? — Eu meu medidor . — Dói quando tocam? — Nem um pouco. — Então eu posso te tocar assim? — ele passou os lábios em círculos em volta do aparelho era calmo, mas provocante. — Assim está perfeito — minha resposta saiu mais em um gemido de que outra coisa. Como eu posso sair daqui quando ele me toca dessa forma. Voltou a me despir tirando as poucas peças que restavam no meu corpo, até me deixar completamente nua — totalmente exposta a ele. Seus lábios desceram do meu pescoço até os meus seios e engoliram completamente o pico do meu seio esquerdo e o chupou , me fazendo soltar um gemido baixo, enquanto isso seus dedos brincavam com a minha virilha. Eu não consegue me conter e arranhei o ombro dele com força. — Seu desgraçado de merda! — gemi. Ele deu um sorriso debochado e introduziu o seu pau com força, dentro da minha vagina e gemi ainda mais alto. Foi dolorido, afinal essa era a minha primeira vez. Nunca me relacionei com o Dominic por medo de engravidar, mas cá estou eu me entregando a um desconhecido. A cada estocada eu sentia minha alma indo directo para o céu, o prazer falava mais alto que a dor que eu sentia naquele momento . Ele me tocava com precisão e gentileza ao mesmo tempo , a pele molhada, a respiração sincronizada, nossas almas pareciam alinhadas — E então atingimos o clímax juntos. Dane-se a maldição, essa era a melhor coisa que já aconteceu comigo. — Você é linda demais, não é qualquer um não é qualquer quer um que merece ver esse rosto — levou uma mecha do meu cabelo para trás da minha orelha. — Sério que você deixou a parte romântica para o final? Eu vou ter que te dar algumas aulas. — Aí vai? — Vou sim... você sempre vem para aqui? — Não, eu não gosto muito de lugares assim. — Não me digas — ironizei. — É a mais pura verdade. — É claro que é... Deixa eu adivinhar, você é o tipo frio, sério e conservador de dia e de noite és um playboy sem noção que dormi com qualquer uma... — Como você acertou? — Acertei ? — Gritei surpresa. — Não ! Eu sou sério apenas quando necessário e também não sou nenhum playboy que dormi com qualquer uma. Você não é qualquer uma. As últimas palavras mexeram comigo de umas forma que eu não sei explicar. Se concentra Cassandra, foi só uma transa. — Agora deixa eu adivinhar, você é do tipo de mulher que não procura um relacionamento afetivo , você busca pela segurança , suas relações são construídas a base da estabilidade emocional que as pessoas podem te proporcionar — talvez por medo de sentir demais, sofrer demais. No momento você não ama, apenas constróis um mundo em que você não conheça a dor de sofrer por quem se ama. Acertei? — concluiu, como se tivesse dito a coisa mais normal do mundo. — Não, você está errado e para a sua informação eu iria me casar amanhã. — Sério? Meu sobrinho também casa amanhã. Mas você disse que irias, não vais casar mais? — O desgraçado me traiu com uma das minhas melhores amigas. — Ele te traiu? Que babaca— Edoeu. — Doer não é bem a palavra certa, eu precisava dele por conta de algo, mas nesse momento isso já nem importa mais. — Essa sua resposta só acaba de confirmar o que eu disse. — Podemos parar de falar sobre isso? — Como quiseres. — Ele me puxou para perto em um abraço. Eu me sinto segura nos braços desse desconhecido , por quê? Meus olhos ficaram pesados e eu acabei adormecendo. Acordei e os braços dele ainda estavam me envolvendo, seus olhos permaneciam fechados, ele parecia um anjo dormindo. Quem o visse não diria que era o mesmo homem que me fez gemer à noite inteira.— Levantei seus braços com cuidado para não o acordar, me levantei da cama e me veste. — Adeus e obrigada pela noite maravilhosa! — Confidencie antes de sair do quarto. Amanhã será um dia difícil, mas pelo menos essa noite valeu apena. Infelizmente não voltaremos a nos ver , pôs não há nada que o tempo não tire de mim.






