Mundo de ficçãoIniciar sessãoCassandra Moore.
O meu final de semana, foi o mais normal possível, dei algumas aulas de piano para algumas crianças da cidade, visitei a minha avó , paguei algumas das dívidas que eu tinha — e por sorte consegue evitar falar sobre o Adam ou o Dominic com a Ember... ela é minha amiga, mas eu não estava pronta para falar desse assunto . Com isso uma nova semana chegou, estava ansiosa por mais uma semana laboral... até lembrar o que ela traria consigo. Mesmo assim eu precisava ir trabalhar, talvez esse seria o meu último dia vivendo meu sonho. — Senhorita Moore! — a recepcionista chamou. Eu fiquei surpresa ao ouvi-la, ela mau olhava para mim e tinha vezes que ela até fingia que eu não existia, mesmo assim me aproximei do balcão. — Finalmente lembrou meu nome! — exclamei. — Deixaram isso para você — colocou um copo com café e um cartão em cima do balcão. — Quem deixou isso aqui? — Eu não sei? Vai querer? — Não, podes entregar para outra pessoa. — Também não vais ler o cartão? — Não ! — eu não vou ficar consumindo coisas que eu nem sei quem deixou. “ pensei " Ao subir vi Adam passar com a sua comitiva de homens engravatados. Ele tinha aquela mesma expressão que parecia ser parte da personalidade dele. — O CEO Adam é incrivelmente atraente.— Lisa dos recursos humanos comentou. — Sim, pena que ele não trabalha com mulheres. Ele é tradicional.— Mary acrescentou. — Tradicional, sei — sussurrei para mim mesma. Depois daquela noite eu acho que isso eu podia afirmar com certeza. — O que você disse? — Lisa me abordou. — O que foi? — questionei confusa. — Tive a impressão que disseste algo sobre o senhor Adam. Então é isso, ela ficou irritada por eu ter questionado o seu maravilhoso Adam. — O senhor Adam não é tradicional — ele é machista. Lisa soltou um sorriso irônico e então se voltou para mim. — Tu não sabes o que dizes, se eu hoje estou trabalho aqui é graças ao senhor Adam e , não sou apenas eu, mas a maior parte das mulheres que trabalham aqui , então diga-me, como alguém assim pode ser machista? Acabei de provocar a maior fã dele. Mas tenho que admitir que as últimas dela palavras me atingiram. — Então me diga por que ele não trabalha com mulheres? Um breve silêncio se instalou no espaço e então ela retrucou dizendo : — Pensei que você era inteligente, mas vejo que você nem se dá o trabalho de ánalisar... Antes que ela terminasse de falar, o som de saltos deslizando pelo chão marmorizado, calou todas nós. — Cass! — a senhora Lu chamou. Eu me virei e assenti com a cabeça. — Eu já estou indo senhora! Sem olhar para trás segui a senhora Lu. — Tratei de alguns assuntos — Mas as últimas palavras de Lisa não me deixavam em paz. — Senhora Lu! — Sim! — A senhora sabe dizer por que o senhor Adam tem aquela política? Ele sofreu uma tentativa de assassinato ou algo do gênero? Ela que se encontrava totalmente atenta aos documentos em suas mãos, o pousou com delicadeza sobre a mesa e me encarou. — Não sei dizer o motivo para isso — se recostou no apoio da cadeira. — Por que você não pergunta para ele pessoalmente? — Eu vou fazer isso! — respondi rápido, apesar de não ter a menor intenção de fazer isso, eu só não posso deixar a senhora Lu perceber que eu quero ter que interagir diretamente com ele. — Mudando de assunto. Já está na hora do almoço, você não vai almoçar? — Eu já vou! — Então vamos juntas para o refeitório. — Ah, mas é que eu já trouxe a minha própria comida. Ela parou de fazer o que fazia e olhou para mim, com um misto de surpresa e incredulidade. — Sua própria comida? Você não comi fora de casa? Se eu explicar tenho certeza que uma mulher como ela não entenderá os meus motivos — ela tem tudo, dúvido que já precisou economizar para comprar algo. — Sim, é que me dá uma alergia daquelas. — Se é assim é melhor não comer mesmo. Eu queria aproveitar a ocasião para te apresentar ao. eu filho, mas fica para próxima. Me apresentar ao filho? Agora vai se tornar difícil evitar cruzar com o Dominic, já que a mãe dele quer me apresentar para ele. Ainda bem que eu neguei. Talvez eu não sejá tão azarada quanto eu pensava. — Eu já volto, acho que vou levar ele em um restaurante. — Espero que a senhora e o seu filho tenham uma ótima refeição. — Obrigada! — Disse antes de ir embora e me deixar sozinha na sala. Me sentei e enquanto comia eu revia um caso que até o momento não tinha uma solução que levasse a nossa firma a victória por insuficiência de provas e o arquivo também não estava devidamente elaborado. Mergulhei tão fundo naquele arquivo, tentando achar alguma coisa, que só quando baixei os papéis e olhei para frente foi que percebi que ele estava sentado em uma cadeira bem a minha frente. levantei em um pulo, assustada. “Adam ” estava me observando como se quisesse entender como o meu cérebro funciona. — Por acaso você é algum tipo de stalker? O senhor acha normal ficar observando as pessoas desse jeito? — gritei tomada pela raiva. —Por que você está me evitando? — Evitando? — Eh! Não me digas que pensaste que eu não iria perceber. Eu me levei algo dele? Não! Então o que ele quer comigo? — Você está gostando de trabalhar aqui? — indagou de maneira casual. Por que ele está perguntando sobre isso? — Tem outra coisa, ele ainda está me tratando por você. — É legal. — Defina legal. — É uma boa esperiência, mas... — Mas? — Não é extremamente como eu esperava. — E o que a senhorita esperava ? — Eu não esperava achar uma política tão horrível em um lugar como esse ... — Desculpa te decepcionar. Bem-vinda a realidade da Clark Advogados. — disse em um tom quase teatral. — Eu não te culpo, dizem que nunca devemos encontrar o nosso herói... no meu caso , o trabalho dos meus sonhos. A sala ficou silênciosa, mas não era um silêncio desconfortável, era até meio leve— mas não demorou muito,o som do meu monitor ecoou rompendo aquele silêncio. — Eu preciso usar o toalete! O senhor pode esperar só um momento? Não esperei uma resposta é fui a banheiro. Assim que eu voltei para sala o encontrei lá sentado com uma expressão serena.






