Capítulo VII —

Cassandra Moore.

O meu final de semana, foi o mais normal possível, dei algumas aulas de piano para algumas crianças da cidade, visitei a minha avó , paguei algumas das dívidas que eu tinha — e por sorte consegue evitar falar sobre o Adam ou o Dominic com a Ember... ela é minha amiga, mas eu não estava pronta para falar desse assunto .

Com isso uma nova semana chegou, estava ansiosa por mais uma semana laboral... até lembrar o que ela traria consigo. Mesmo assim eu precisava ir trabalhar, talvez esse seria o meu último dia vivendo meu sonho.

— Senhorita Moore! — a recepcionista chamou. Eu fiquei surpresa ao ouvi-la, ela mau olhava para mim e tinha vezes que ela até fingia que eu não existia, mesmo assim me aproximei do balcão.

— Finalmente lembrou meu nome! — exclamei.

— Deixaram isso para você — colocou um copo com café e um cartão em cima do balcão.

— Quem deixou isso aqui?

— Eu não sei? Vai querer?

— Não, podes entregar para outra pessoa.

— Também não vais ler o cartão?

— Não ! — eu não vou ficar consumindo coisas que eu nem sei quem deixou. “ pensei "

Ao subir vi Adam passar com a sua comitiva de homens engravatados. Ele tinha aquela mesma expressão que parecia ser parte da personalidade dele.

— O CEO Adam é incrivelmente atraente.— Lisa dos recursos humanos comentou.

— Sim, pena que ele não trabalha com mulheres. Ele é tradicional.— Mary acrescentou.

— Tradicional, sei — sussurrei para mim mesma.

Depois daquela noite eu acho que isso eu podia afirmar com certeza.

— O que você disse? — Lisa me abordou.

— O que foi? — questionei confusa.

— Tive a impressão que disseste algo sobre o senhor Adam.

Então é isso, ela ficou irritada por eu ter questionado o seu maravilhoso Adam.

— O senhor Adam não é tradicional — ele é machista.

Lisa soltou um sorriso irônico e então se voltou para mim.

— Tu não sabes o que dizes, se eu hoje estou trabalho aqui é graças ao senhor Adam e , não sou apenas eu, mas a maior parte das mulheres que trabalham aqui , então diga-me, como alguém assim pode ser machista?

Acabei de provocar a maior fã dele. Mas tenho que admitir que as últimas dela palavras me atingiram.

— Então me diga por que ele não trabalha com mulheres?

Um breve silêncio se instalou no espaço e então ela retrucou dizendo :

— Pensei que você era inteligente, mas vejo que você nem se dá o trabalho de ánalisar...

Antes que ela terminasse de falar, o som de saltos deslizando pelo chão marmorizado, calou todas nós.

— Cass! — a senhora Lu chamou.

Eu me virei e assenti com a cabeça.

— Eu já estou indo senhora!

Sem olhar para trás segui a senhora Lu. — Tratei de alguns assuntos — Mas as últimas palavras de Lisa não me deixavam em paz.

— Senhora Lu!

— Sim!

— A senhora sabe dizer por que o senhor Adam tem aquela política? Ele sofreu uma tentativa de assassinato ou algo do gênero?

Ela que se encontrava totalmente atenta aos documentos em suas mãos, o pousou com delicadeza sobre a mesa e me encarou.

— Não sei dizer o motivo para isso — se recostou no apoio da cadeira. — Por que você não pergunta para ele pessoalmente?

— Eu vou fazer isso! — respondi rápido, apesar de não ter a menor intenção de fazer isso, eu só não posso deixar a senhora Lu perceber que eu quero ter que interagir diretamente com ele.

— Mudando de assunto. Já está na hora do almoço, você não vai almoçar?

— Eu já vou!

— Então vamos juntas para o refeitório.

— Ah, mas é que eu já trouxe a minha própria comida.

Ela parou de fazer o que fazia e olhou para mim, com um misto de surpresa e incredulidade.

— Sua própria comida? Você não comi fora de casa?

Se eu explicar tenho certeza que uma mulher como ela não entenderá os meus motivos — ela tem tudo, dúvido que já precisou economizar para comprar algo.

— Sim, é que me dá uma alergia daquelas.

— Se é assim é melhor não comer mesmo. Eu queria aproveitar a ocasião para te apresentar ao. eu filho, mas fica para próxima.

Me apresentar ao filho? Agora vai se tornar difícil evitar cruzar com o Dominic, já que a mãe dele quer me apresentar para ele. Ainda bem que eu neguei. Talvez eu não sejá tão azarada quanto eu pensava.

— Eu já volto, acho que vou levar ele em um restaurante.

— Espero que a senhora e o seu filho tenham uma ótima refeição.

— Obrigada! — Disse antes de ir embora e me deixar sozinha na sala.

Me sentei e enquanto comia eu revia um caso que até o momento não tinha uma solução que levasse a nossa firma a victória por insuficiência de provas e o arquivo também não estava devidamente elaborado.

Mergulhei tão fundo naquele arquivo, tentando achar alguma coisa, que só quando baixei os papéis e olhei para frente foi que percebi que ele estava sentado em uma cadeira bem a minha frente. levantei em um pulo, assustada.

“Adam ” estava me observando como se quisesse entender como o meu cérebro funciona.

— Por acaso você é algum tipo de stalker? O senhor acha normal ficar observando as pessoas desse jeito? — gritei tomada pela raiva.

—Por que você está me evitando?

— Evitando?

— Eh! Não me digas que pensaste que eu não iria perceber.

Eu me levei algo dele? Não! Então o que ele quer comigo?

— Você está gostando de trabalhar aqui? — indagou de maneira casual.

Por que ele está perguntando sobre isso? — Tem outra coisa, ele ainda está me tratando por você.

— É legal.

— Defina legal.

— É uma boa esperiência, mas...

— Mas?

— Não é extremamente como eu esperava.

— E o que a senhorita esperava ?

— Eu não esperava achar uma política tão horrível em um lugar como esse ...

— Desculpa te decepcionar. Bem-vinda a realidade da Clark Advogados. — disse em um tom quase teatral.

— Eu não te culpo, dizem que nunca devemos encontrar o nosso herói... no meu caso , o trabalho dos meus sonhos.

A sala ficou silênciosa, mas não era um silêncio desconfortável, era até meio leve— mas não demorou muito,o som do meu monitor ecoou rompendo aquele silêncio.

— Eu preciso usar o toalete! O senhor pode esperar só um momento?

Não esperei uma resposta é fui a banheiro.

Assim que eu voltei para sala o encontrei lá sentado com uma expressão serena.

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