A filha rejeitada pelo CEO
A filha rejeitada pelo CEO
Por: Lilly Fen
capítulo 1

***CAPÍTULO 1***

CARLOS ADOMO NARRANDO

SEXTA-FEIRA 4 DE MAIO DE 2029. Meus sapatos sob medida deslizaram no chão perfeitamente limpo pelos funcionários da minha empresa, minha mão tocou minha gravata azul enquanto eu arrancava suspiros e sorrisos largos das mulheres. Eu sou lindo, eu sou esculpido em beleza, as mulheres suspiram por onde passo e fazem de tudo para ter uma noite comigo.

Incrível não é?

Eu sou Carlos Adomo, mobiliário mais rico da Flórida, empresário, charmoso e mulherengo. Existe felicidade melhor que essa?

Não, não existe.

Acenei para minha secretária antes de entrar na minha sala, guardei minha maleta no sofá e fui até a janela de vidro para observar os arranha-céus da cidade de Miami. Estamos no verão, pessoas caminham com liberdade descansando no parque em busca de sombra e algo para acabar com a sede.

Levei alguns segundos para acalmar a mente e sair do espelho, meus dedos ligam o laptop e olhei para blocos de papéis que precisam da minha assinatura. Que droga, meu dia será inteiramente interessante.

Meu telefone vibrou na mesa, lentamente alcancei, o nome que apareceu é do Alex, o que ele tem? Deveria estar ocupado com seu filho.

- Porque demorou para atender?

Alex reclamou, eu suspirei fundo, estou empilhado de papéis para assinar, não posso me dar o luxo de ouvir suas reclamações em plana manhã de terça-feira.

- O que você quer? estou ocupado.

Eu falei olhando para o documento.

- Carlos Adomo ocupado? Essa é nova.

Alex debochou, balancei a cabeça fingindo de surpresa, mudei rapidamente de expressão, talvez ele queira se encontrar comigo para bebermos, seria uma ótima ideia, estou entediado.

- Assim você machuca meu pobre coração.

Debochei irônico.

- Vamos sair para beber.

O convidei animado com uma noite aleatório.

- Vamos comer na casa da Esmeralda, não demore.

Alex encerrou a ligação antes mesmo de eu processar suas palavras, jantar? Meio de semana? Isso é incomum, será que Esmeralda está grávida e deseja fazer um comunicado oficial?

Não, impossível.

Esmeralda está fazendo faculdade, como poderia engravidar assim tão cedo de novo? Não, não, não. Impossível, ela não está grávida. Deixei esse assunto para lá e me concentrei no meu trabalho. Estiquei os braços tranquilamente depois de finalmente desligar meu laptop, terminei minhas atividades diárias, bom, eu ergui meu corpo ficando em pé, jantar.

Minha mente gritou, levei alguns documentos para minha pasta e desliguei a luz, sem me importar com ninguém, passei reto indo para o elevador. Meu telefone vibrou.

- Ei cara, não se esqueceu do compromisso de hoje?

Alex me lembrou.

- Estou à caminho.

Eu falei encerrando a chamada, hum, talvez, eu deva comprar flores, hum, não, chocolates, sim. As portas do elevador abriram e eu caminhei em direção ao carro, Henrique, meu segurança abriu a porta do carro e eu entrei.

- Para casa dos Vick.

Eu murmurei informando a ele.

- Sim senhor.

- Primeiro, vamos passar para comprar chocolates.

Levei minha cabeça para o encosto e fechei os olhos.

- Sim senhor.

Henrique disse. Abro os olhos e fechei, abro os olhos e fechei, estou inquieto, o que será que está acontecendo? Impossível, acho que estou sensível, uma foda com uma prostituta resolve tudo. Nada de pensamentos negativos, talvez eu esteja cansado de trabalhar, este jantar veio bem a tempo, passei para comprar chocolates e garrafas de vinho, acho que um pouco de bebida não faz mal.

Cheguei na mansão dos Vick um pouco antes das 19h da noite, a porta principal estava aberta então eu entrei indo diretamente para sala principal.

- Você chegou.

Alex gritou saindo do sofá, oh? Cadê todo mundo? Esta casa é bem barulhenta com 3 crianças correndo de um lado ao outro, como hoje está tão silenciosa?

- Comprei vinho e chocolates.

Eu murmurei ainda estranhando o silêncio.

- Elas foram fazer compras.

Alex justificou rapidamente, eu assenti, deixei as sacolas na mesa e fui ao encontro deles, Samuel estava deitado sonolento enquanto Anderson estava preso no celular, a Tv está ligado e ninguém está nem aí para ela.

- Eu pensei que fosse jantar.

Eu murmurei.

- Relaxa, elas estão a caminho.

Samuel informou e eu coloquei minha bunda no sofá.

- o que há de interessante nesse telefone?

Eu perguntei ao Anderson.

- Esmeralda pousou para revista Vogue.

Ela pousou? Não acompanho esse tipo de notícia, eu gosto mesmo de revistas para adultos.

- Ela disse que quer ter outro filho no futuro.

Ela não está grávida, que bom.

- Que bom, que bom, essa casa está barulhenta para lidar com outro barulho.

Sorrio aliviado.

- Você não quer formar uma família?

Alex falou.

- Estou muito bem sozinho.

Estou na minha melhor fase da vida, curtir, curtir, e curtir. Eu gosto de ser solteiro e formar uma família está longe de se concretizar.

- Tem certeza?

Anderson perguntou curioso, Samuel abriu os olhos e me encarou.

- Tenho, estou feliz assim.

Eles gemeram voltando para posição anterior, o que deu neles? Casa um com sua vida.

- Vamos beber?

Eu perguntei suavemente.

- Depois do jantar.

Eu suspirei fundo.

- Mana, cheguei.

Ricardo gritou, quando nos viu sentados ele sorriu.

- Boa noite, estou morrendo de fome.

Ele deixou sua pasta de costas no chão e subiu no sofá com sapatilhas.

- Se sua irmã ver o que você....

- Ricardo, tire suas patas do meu sofá.

Nós gememos rindo da reação do Ricardo, ele pulou rapidamente e tirou as sapatilhas ficando de meias.

- Mana...

Nós rimos.

- Tire sua mochila do chão.

Esmeralda ordenou e Ricardo gemeu.

- Estou faminto.

Ele seguiu os passos da sua irmã, Kim beijou o rosto de Alex e Kira foi ao encontro do seu marido, eu suspirei fundo.

- Está bem solteiro?

Eu arregalei os olhos para Anderson e fiquei em pé.

- Cunha, estou morrendo de fome.

Eu gritei seguindo os passos do Ricardo, Deus, tire essa vontade de querer ser amado.

- Você é o único solteiro do grupo.

Ricardo disse de boca cheia, eu alcancei um prato e esperei Esmeralda encher de comida, eu estou morrendo de fome.

- Você também é solteiro.

Comentei.

- Eu não tenho tempo para namorar.

Sorrio em deboche e Esmeralda franziu o cenho.

- Médicos fodem enfermeiras...

- Ricardo..

Esmeralda o repreendeu.

- Mana, eu estou na emergência, como eu teria tempo para foder uma enfermeira?

Ricardo chutou meu pé e me puxou para fora da cozinha.

- Você está louco? Minha irmã vai me colocar de castigo.

- Você ainda tem idade para ficar de castigo?

Eu perguntei incrédulo.

- Você não tem uma irmã mais velha, se tivesse, duvido que teria tempo para ser galinha.

O que ele quer dizer com isso? Impossível, irmãs mais velhas não são tão rigorosas.

- O jantar está na mesa.

Esmeralda gritou fazendo a gente saltar, eu coloquei a mão no coração, ela sabe ser aterrorizante.

- Mana, Carlos, é culpa dele.

- Quieto...

Mordo os lábios e sorrio, nós nos sentamos à mesa, o jantar foi tranquilo, nós bebemos e colocamos a conversa em dia, cheguei em casa um pouco depois da meia noite, fui tomar banho, quando ia subir na minha cama, eu ouço o som da campainha, quem será a esta hora? Lentamente desci as escadas indo para Hall, quando abro a porta encontrei uma mulher muito linda por sinal, e sua mão pousou na sua barriga.

- Porta errada.

Eu rapidamente digo fechando a porta.

- Carlos ADOMO?

Ela conhece meu nome, abro a porta novamente.

- Você não se lembra de mim?

- Eu deveria?

Perguntei.

- Nós, você e eu.

- Nós nos fodemos, foi bom e acabou, não há nada de especial nisso.

- Nada de especial? E essa barriga?

Franzi o cenho, impossível, impossível.

- Eu sempre uso camisinha.

- Eu estou grávida.

- Não é meu filho, vá embora.

Eu fechei a porta bem na sua cara.

Continue lendo este livro gratuitamente
Digitalize o código para baixar o App
capítulo anteriorpróximo capítulo
Explore e leia boas novelas gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de boas novelas no aplicativo BueNovela. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no aplicativo
Digitalize o código para ler no App