Giulia
Eu tranquei a porta.
Não porque alguém fosse entrar.
Mas porque eu precisava acreditar que ainda tinha algum controle sobre alguma coisa.
O quarto estava silencioso demais. Grande demais. Frio demais.
Ou talvez fosse só eu.
Sentei na beirada da cama e, por alguns segundos, fiquei olhando para o nada, tentando organizar pensamentos que não queriam ser organizados. Eles vinham em ondas, desordenados, insistentes… cruéis.
Levei a mão até a barriga.
Devagar.
Como se aquele gesto fosse a únic