Continuei andando.
A sacola de papel pardo pesando no braço, os passos no mesmo compasso, mas a minha cabeça já estava trabalhando em outra frequência. Uma frequência fria, calculista, que o cerrado tinha instalado em mim na marra. Quando você passa semanas num lugar onde um erro idiota pode te custar a pele, você para de entrar em pânico e começa a fazer matemática de sobrevivência.
Opção um: correr. Ruim. Correr era assinar um recibo de que eu tinha visto o cara e dar a ele a largada pra caça