CAP. 209 - O MURO DE INFELICIDADES
(POV: MOON)
Prendi os dedos com força em volta das alças da sacola plástica preta, esmagando o volume contra o meu peito dentro do táxi. Os cinquenta mil reais em espécie pesavam como um bloco de chumbo no meu colo. Eu tentava respirar devagar, mas o cheiro de couro do banco do carro e o balanço do trânsito de Porto Alegre só faziam a minha cabeça girar mais rápido. Eu tinha acabado de vender um ano da minha vida no subsolo daquele clube.
Assim que o motorista parou na calçada de casa, joguei