— Tô indo. — Lucretia diz. Suspirando, ela se levanta, dá um beijo na testa de Haylie e sai do quarto.
Enquanto anda pelos corredores, Lucretia vê ômegas, cuidando de seus afazeres, e, quando ela passa, eles não falam nada, mas movem as cabeças um leve e curto aceno silencioso de reconhecimento. Ela faz o mesmo.
Pensar em meses antes. Aqueles mesmos ômegas olhavam para ela com desprezo e nojo. Ela não passava de uma escrava. Agora, eles podiam não reconhecê-la em seus corações, mas respeitavam Rhys e, por isso, tratavam-na como Luna.
No escritório, Lucretia parou em frente à porta e levantou a mão, batendo e esperando.
— Entre!
Ela girou a maçaneta, entrou, fechou a porta com cuidado e se virou, encarando Rhys. Ele tinha os olhos baixos, lendo algum documento, com a expressão calma.
Ela lembrou também de quando ele colocou aquela coleira no pescoço dela. O sinal da humilhação.
— Venha cá. — Ele disse, ainda sem levantar os olhos, apenas movendo a mão. Lucretia franziu a testa, m