LUCAS
As manhãs na casa pareciam mais tranquilas do que a confusão que se passava na minha mente. Gabriel já estava sentado à mesa, empilhando panquecas em um prato, rindo e brincando enquanto Claire cortava frutas na bancada. Era um momento comum, mas algo na simplicidade daquela cena me desarmava.
Eu me sentia um intruso em uma vida que deveria ser minha. Havia um buraco onde as memórias deveriam estar, um vazio que, às vezes, parecia insuportável. E, no entanto, havia uma estranha paz em est