CLAIRE
As manhãs haviam se tornado um ritual. Todos os dias, Gabriel e eu visitávamos Lucas no hospital, tentando reconstruir os laços que o acidente havia rompido. Cada passo era lento e cheio de incertezas, mas eu sabia que não poderia desistir.
Era sábado, e Gabriel insistiu em levar algo especial para o pai. Ele passou a manhã pintando um quadro em cores vibrantes: um céu azul, árvores verdejantes e uma família de mãos dadas. Era simples, mas carregava toda a essência de quem éramos — ou de