Encontrei as palavras corretas para começar e contei-lhe tudo, pedindo que ela apenas me escutasse e só tirasse suas conclusões quando terminasse, e assim ela o fez. Percebia suas reações pelos olhares arregalados, pela mão que levava a boca de vez em quando, enquanto a outra apertava as minhas como se quisesse me consolar e me dar forças para continuar. Quando terminei, ficamos alguns instantes em silêncio até que ela enfim falou:
— Como você conseguiu segurar isso tudo sozinha, minha irmã