O som estridente do meu celular cortando o ar tenso daquele corredor de hospital funcionou como uma válvula de escape para o caos que ameaçava explodir. Afastei-me alguns passos da agitação, puxando o aparelho do bolso do paletô com dedos trêmulos enquanto Constanza ainda destilava toda a sua raiva e o seu rancor acumulado sobre mim. Levei a tela ao ouvido e reconheci imediatamente o número na identificação.
— Amadeu, figlio? — a voz grave, arrastada e impositiva do meu pai ecoou do outro lado