POV: Tainá
A rodoviária velha cheirava a chuva represada, óleo queimado e café requentado. Tainá reconheceu o perigo pela maneira como os homens ocupavam os cantos. Um segurança fumava perto da entrada, olhando mais para os banheiros do que para as malas. Uma van branca sem placa esperava no acesso de serviço.
— A van é deles — ela disse, sem tirar os olhos do estacionamento. — A Santa Marta usava veículos assim quando precisava trocar alguém de lugar sem chamar atenção. Faziam parecer transpor