POV: Tainá
Tainá não dormiu quando voltaram.
Tentou. Deitou no quarto pequeno da Rede Helena, tirou as botas, deixou a jaqueta sobre a cadeira e permaneceu olhando para o teto como se ele pudesse desabar de repente. Cada vez que fechava os olhos, via a mão se mexendo sobre a maca funerária. Via Otávio sorrindo. Via a frase escrita no arquivo: “Sargento — ponto de quebra.”
O Argos gostava de nomes. Gostava de transformar pessoas em função, medo em método, trauma em ferramenta.
Marcada.
Devolvida