EVANDER
Permaneço sentado em uma das cadeiras plásticas do corredor, com o corpo curvado para a frente e a cabeça completamente baixa. Apoio os cotovelos sobre os joelhos e enterro os dedos nos cabelos desgrenhados, chorando em um pranto silencioso, amargo e pesado. O meu mundo desmoronou por inteiro nas últimas horas e eu me sinto em total e completo desespero, sem saber o que fazer ou qual direção tomar. É nesse momento de absoluta escuridão que sinto passos suaves cessarem bem diante de mim.