Carolina manteve a expressão fria:
— Não precisa. Acho que nunca vou precisar da sua ajuda.
Os olhos de Roberto ficaram ainda mais vermelhos, e ele perguntou com cautela:
— Posso te dar um último abraço?
Assim que ele terminou de falar, Carolina deu um passo para trás, quase instintivamente:
— Não é necessário. Entre nós já acabou há muito tempo.
O rosto de Roberto ficou pálido, e o sorriso que ele forçou tornou-se rígido:
— Tudo bem.
Roberto se virou e foi embora, a postura derrotada. Carolina