Mundo de ficçãoIniciar sessãoO ECO DO SILÊNCIO
VINCENTA noite em Paris não foi um descanso, foi um deserto de vigília. O luxo da suíte imperial do hotel, com seus lençóis de fios egípcios e o silêncio abafado pelo carpete espesso, tornou-se a minha cela particular. Não houve sono, apenas o desfile ininterrupto e cruel de fantasmas que eu mesmo convoquei. Toda vez que minhas pálpebras pesavam, o cansaço vencia por breves segundos apenas para entregar minha mente à reprise do meu maior fracasso.






