Lia
Era noite.
Uma daquelas noites silenciosas, em que o mundo parece respirar mais devagar e o silêncio soa mais profundo do que o normal. As estrelas piscavam lentamente do lado de fora, tranquilas, como se finalmente tudo estivesse entrando nos eixos.
Eu estava sentada na cama, enrolada no cobertor que Vitor havia deixado mais cedo. Ele ainda tinha o cheiro dele.
Há poucos minutos eu havia desligado o telefone.
O hospital tinha ligado.
Amélia... minha irmã... havia sido incluída em um trata