Lia
É claro que eu tinha entendido o aviso.
Como poderia ignorar as palavras da própria Deusa da Lua?
Chorei em silêncio, encolhida entre as prateleiras da estufa.
Minhas mãos estavam cobertas de terra.
Meus joelhos sujos.
Meu rosto ardia de tanto tentar conter o desespero.
A Deusa havia falado comigo.
Sua voz ainda ecoava dentro de mim.
E, mesmo depois de jogar o veneno fora...
A culpa continuava ali.
Meus ombros tremiam enquanto os soluços sufocavam minha garganta.
— Lia?
A voz era firme, mas