O barulho do portão foi o primeiro sinal de que algo estava errado.
Não foi o som normal de chegada. Não foi o movimento controlado da segurança. Foi abrupto, agressivo, acompanhado de vozes alteradas e passos apressados pelo jardim.
Eu estava na sala com Aurora, ajudando-a a montar um quebra-cabeça, quando senti o ar mudar. Aquela sensação instintiva que antecede o caos.
Aurora também sentiu.
— Jade… — ela sussurrou, segurando minha mão.
— Está tudo bem — menti, puxando-a para perto.
As vozes