Passei todo o concerto fervendo de raiva, de ódio puro. Minhas unhas cravavam-se na palma da mão até ferir a pele; a vontade que eu tinha era de arrancar a goela de Simon Kaelen com os dentes. Mas que razão eu tinha para cobrar algo? No meu dedo anelar jazia a aliança de ouro dos Avane, o peso da minha gaiola, e Verona fizera questão de me lembrar, com aquele tom asqueroso, que agora eu era uma mulher casada.
Uma Avane. Meu desejo mais sombrio era ter cuspido na cara dela que, ao menos, eu não