Quando o silêncio de uma criança revela o tamanho do erro.
CAETANO SIQUEIRA GOUVEIA
O quarto estava escuro, mas eu não dormia. Eu deitava. A diferença parecia pequena, mas era um abismo. Meu corpo estava exausto, a mente girando como engrenagem sem óleo, rangendo, insistindo, voltando sempre para o mesmo ponto, o mesmo segundo, o mesmo maldito beijo que eu vi e que ainda queimava na minha retina como se estivesse acontecendo de novo.
A casa inteira parecia menor sem a voz dela. Sem o barulho d