Quando um homem quebra pessoas antes de quebrar números.
CAETANO SIQUEIRA GOUVEIA
O café já tinha esfriado quando o interfone tocou de novo.
A voz da recepção subiu limpa, profissional, como se não soubesse que eu estava com a cabeça em guerra.
— Senhor Caetano, o senhor Sintra chegou.
Eu olhei para o relógio no pulso. Quase quatro da tarde. A cidade lá embaixo ainda estava clara, mas o céu de São Paulo já tinha aquele cinza que parecia permanente, como se o dia não quisesse se comprometer com