Amélia
Estava muito claro. Por que estava tão claro?
Ah sim. Estava no sol deitada no sol, sentia o calor e a aquela luz gostosa que irradiava por todo seu corpo. Um cheiro de madeira inundou suas narinas.
Não havia nada, nem ninguém. Só o vazio daquele lugar extremamente claro e quente.
Havia uma voz longínqua, alguém que chamava seu nome. O cheiro de madeira vinha da mesma direção daquela voz. De repente sentiu dor, uma dor intensa na garganta.
Queria pedir ajuda, mas sua voz não saía.
“