Ponto de Vista de Mia
Vozes me acordaram.
Não exatamente altas. Crianças. Rindo. Aquele tom particular de empolgação infantil que consegue atravessar paredes de concreto e portas de aço.
E por baixo de tudo — Gas latindo. Aquele au-au-au profundo e entusiasmado que dizia que algo havia acontecido.
Abri os olhos e encarei o teto.
O mesmo teto que eu havia fitado por quatro anos. E o relógio marcava 11h47.
Havia dormido quase três horas. Me sentei devagar, o corpo protestando a cada moviment