Ponto de Vista de Mia
Acordei no sofá com o pescoço dobrado num ângulo que ia doer pelo resto do dia.
O apartamento estava quieto.
Uma luz pálida entrava pelas janelas. Não exatamente o amanhecer, mas aquela hora cinza antes dele, quando tudo parece desbotado e provisório.
Me sentei devagar, a mão indo ao pescoço. A manta tinha caído no chão em algum momento durante a noite. Minha boca tinha aquele gosto de vinho velho e sono.
A sala estava diferente.
Levei um momento para entender por quê