POV de Mia
O pacote chegou numa terça-feira comum de manhã. Sem endereço de remetente, apenas meu nome e endereço impressos em letras maiúsculas que não apresentavam características distintivas. O entregador já havia desaparecido pelo corredor quando abri a porta, chamada pela batida suave.
— Quem era? — mamãe chamou.
— Entrega — respondi, virando o envelope acolchoado de manila nas mãos.
— O que você encomendou? — Ela apareceu na porta, uma toalha de prato pendurada sobre um ombro.
— Nada.