Sage
Meus dedos tremeram levemente enquanto eu separava as ervas, consciente demais dos lobos nobres observando cada movimento meu. Os sussurros deles me seguiam como sombras pela ala de cura, onde mais guerreiros chegaram naquela manhã com feridas que se recusavam a fechar.
— Que pena — A voz de Victoria soou clara demais. — Esses ferimentos só pioram em vez de melhorar. Quase como se alguém estivesse interferindo no processo de cura.
Me concentrei em triturar a folha de prata, fingindo não perceber como os outros curandeiros se afastavam. Eles vinham usando meus preparados, que funcionavam melhor do que os métodos tradicionais contra aquelas feridas estranhas, mas ninguém jamais reconhecia isso.
— Sage!
Um lobo jovem entrou às pressas, ofegante.
— Por favor, é a minha irmã. Ela se machucou... caiu na escada antiga do porão. Está chamando por você.
As sobrancelhas perfeitamente desenhadas de Victoria se arquearam.
— Certamente um de nossos curandeiros treinados seria mais apropriado.