Ela entrou na ducha com um movimento brusco, sentindo a água fria a envolver e cortar a pele quente. Mas não era o suficiente. A água não era suficiente para apagar o que ela havia feito. Não havia água suficiente no mundo para tirar o gosto amargo que ainda lhe impregnava a boca e a alma. O fluxo de água a lambia, mas Emma queria mais. Ela esfregava a pele freneticamente, como se pudesse rasgar a própria carne e afastar o que a corroía por dentro. A água não conseguia limpar o que ela sentia.