Não mudaram.
Soraya dormia na cama ao lado, virada para a parede, a respiração um pouco pesada, o rosto pálido mesmo no escuro. Parecia menor sob o lençol fino. Mais frágil. E Layla odiou a si mesma por não ter percebido antes.
Não era que Soraya escondesse a doença.
A doença sempre estivera ali, sentada à mesa com elas, deitada no sofá, acompanhando as tosses, os remédios, as consultas, as contas atrasadas. Mas Layla havia se acostumado a tratá-la como uma luta conhecida. Difícil, sim. Assusta