Após retornar para casa, o coração de Alice permaneceu inquieto. Assim que entrou, deu de cara com Jéssica, que a analisou com confusão. "O que há de errado com você? Por que seu rosto está tão vermelho?"
"Não me diga que andou se divertindo com algum cara qualquer...", provocou a prima. Alice apenas revirou os olhos e subiu. Mesmo que fosse um cara qualquer, é um com quem você não teria a mínima chance, pensou. Ao entrar no quarto, ela desabou na cama, escondendo o rosto no travesseiro.
No dia seguinte, um telefonema a despertou.
"Ainda não acordou?", uma voz fria e magnética surgiu do outro lado. Alice despertou instantaneamente. Arthur! Por que ele estava ligando de novo?
"Venha tomar café da manhã aqui", convidou ele, com um tom divertido.
"Não vou."
"Mas as crianças sentem tanto a sua falta...", ele usou sua carta na manga. "A pequena Mariana não quer comer e está esperando por você; ela ainda está frágil da febre..."