Antony Williams
Vi da janela do quarto do Oliver, quando ela saiu correndo e se jogou nos braços do Harry. Sabia que a relação dos dois era de irmãos, mas ainda assim senti o gosto do ciúme amargar em minha boca.
Quero Cecília para mim, cada abraço, cada sorriso, cada olhar, tudo para mim.
Mas me contive, agora que a tinha debaixo do meu teto, era só uma questão de tempo até ela ser minha.
Vi como a minha presença a deixou afetada, as bochechas coradas, os olhares discretos, mesmo que inocentes, e o nervosismo.
Confesso que achei tudo aquilo divertido. Cecília entrou em meu escritório como uma brisa fresca, trazendo um sopro de vida para mim e, a julgar pela expressão do Oliver, ele parece ter sentido o mesmo que eu.
Fazia tempo que não o via sorrir e foi isso que ele fez quando perguntei se havia gostado da sua babá.
Sim, meu irmãozinho sorriu e isso acendeu em mim uma chama de esperança.
Esperança de que ele possa voltar a ser o Oliver de antes, o garotinho sorridente e cheio de son