Natan a observou por alguns segundos.
Ana ainda estava sentada na beira da cama dele, as mãos juntas no colo, como se estivesse tentando manter algum controle sobre os próprios pensamentos.
Mas ele conhecia aquele silêncio.
Era o tipo de silêncio que escondia muito mais do que ela estava disposta a dizer.
— Ana… — a voz dele saiu baixa, firme.
Ela levantou os olhos.
— O que você quer?
Ela piscou, como se a pergunta tivesse sido mais direta do que esperava.
— O quê?
— O que você realmen