Catarina e Leon-66
Leon perguntou devagar, baixo:
— Você não está sozinha, não é?
Respirei fundo e falei para Henrique:
— Um instante.
Henrique fez um gesto compreensivo.
— Fique à vontade.
Levantei da cadeira e atravessei o salão lentamente. Passei por algumas mesas e parei próximo ao guarda-corpo do restaurante, numa área mais reservada, de onde se via o mar. Apoiei uma das mãos na madeira. Fechei os olhos por um segundo. Depois voltei a falar.
— Leon, ainda estou aqui.
Silêncio. Achei que el