Jude & Jane

Jude & JanePT

Ana Beatriz Mineu  Completo
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Resumen
Índice

Lady Jane Hartford, aos 17 anos, tem tudo, mas ainda não parece ter o suficiente. Sendo filha um juiz muito prestígio, ela está acostumada a evitar chamar atenção, mas tampouco gosta ter que ficar calada e por isso vez em quando discute rapazes como o instigante sr. Hawkins. Quando algo terrível acontece à irmã, ela decide que precisa fazer algo a respeito e toma para si um pseudônimo unissex para publicar suas reclamações: Jude; o que lhe confere certa visibilidade, mas, para o azar dela, não demora muito para que todos fiquem interessados em descobrir a identidade do tal polêmico escritor. Jude & Jane é uma celebração do amor em todos os sentidos. Amor romântico, fraterno e próprio; amor ao conhecimento, à luta e à coragem para dizer aquilo que se sente que deve ser dito.

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24 chapters
Capítulo 1
Quando a primeira edição do primeiro livro de Jude Hartford foi publicado, houve uma considerável instabilidade entre os membros da classe intelectual, mas foi somente depois que políticos insatisfeitos decidiram investigar "o tal autor" que ela se tornou realmente famosa, fosse para o bem ou para o mal. Se você perguntasse a opinião de qualquer um sobre Jude Hartford a esta altura, ouviria uma variedade de teorias escandalosas. Até mesmo aqueles que simpatizavam com suas ideias acreditavam que ela era uma mulher de vinte anos que deveria ter, no mínimo, destruído um ou dois casamentos, trazido vergonha à família por fugir e provavelmente perturbado homens respeitáveis com seu falatório constante. Ela não negava este último. A verdade, porém, podia ser decepcionante para aqueles que tão avidamente admiravam seu espírito selvagem e possivelmente para aqueles que tentavam envergonhá-la pelo mesmo motivo. Para entendê-la completamente, era nec
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Capítulo 2
Quando Jane chegou em casa, recebeu maravilhosas notícias. Ge havia aceitado se casar com Lord Benjamin Lockhart e a sua mãe havia convidado-o para jantar logo após o pedido para celebrar a união dos dois. Jane estava ciente de que os sentimentos de sua irmã pelo rapaz eram bastante agradáveis, tanto que estava disposta a esquecer sua própria desconfiança em relação a ele. As garotas Hartford sempre foram muito protetoras entre si, então, talvez, o problema fosse apenas esse e Lockhart não fosse nada menos que um bom homem. Ele aparentou, de fato, ter Georgie na mais alta estima. Seu sorriso – naquele dia em particular – era sincero o suficiente para aparecer sempre que ele a encarava. Estava claro que ele estava radiante diante da resposta de sua amada. Todas as pessoas naquele cômodo – incluindo o menino de dez anos, Charles – ficaram convencidas de que aquela seria uma união para a vida toda. – Haverá muito amor nesta cerim
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Capítulo 3
Jane presenciou muitos jantares na casa do sr. Bentley nos seis meses que se seguiram ao pedido de noivado de Georgie, bem como o rapaz que ela conheceu na outra noite, mas, por mera coincidência, ela nunca estava lá quando ele estava e vice-versa. Felizmente, isso não fez muita falta à Jane. Ela até o procurou algumas vezes, mas encontrar um homem com quem podia discordar não era grande desafio para ela, afinal – ainda que a discussão raramente fosse tão interessante quanto a que tivera com o sr. Hawkins. – De vez em quando, ela encontrava alguém que a distraísse e, em um dia em particular, ficou entretida o suficiente para não escutar o que o sr. Bentley dizia a um homem baixinho próximo a ela. – Metade de seus funcionários? – perguntou o sr. Bentley estupefato. – Em apenas cinco meses? – Sim! – confirmou o homem enquanto mexia no bigode. – Desde que essa porcaria de guerra começou, todos esses jovenzinhos e
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Capítulo 4
Havia precisamente dois anos desde que a Guerra fora declarada. O país estava como um caldeirão fervente prestes a desmoronar e Jane Hartford, agora com 19 anos, passara todo este tempo trabalhando entre pessoas que não tinham vergonha alguma de condenar o rei e reclamar dos impostos, da fome e da falta de um propósito real por trás daquela Guerra. Protestos explodiam por todo o país, centenas de livros eram publicados e, todos os dias, um homem famoso e irritado mandava outro homem famoso e irritado calar a boca pelos jornais. Todos estavam resistindo e dizendo algo sobre a situação, então Jane decidiu que já estava mais do que na hora de fazer o mesmo. Já que ela sempre pensara que suas palavras soavam melhor escritas do que faladas, ela estava convencida de que escrever um livro era a maneira mais esperta de fazer isto – sem contar, é claro, que seu pai teria um ataque cardíaco se ela começasse a discursar em banquetes, ou pior, protestos de rua. Tal ideia deveria
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Capítulo 5
– Estou infeliz com a situação dela, minha senhora – disse Lord Hartford. – Eu penso, sim, que Lockhart é um covarde por tratar nossa amável filha assim, mas... – Mas o quê? – sua esposa interrompeu com olhos flamejantes. – Não acabamos de ouvir a mesma conversa? Jane disse que tua filha mais velha está tão descontente que mal consegue fingir um sorriso ou se concentrar em qualquer coisa por muito tempo. Ele a observou, atônito. A respiração dela estava pesada; os olhos estavam vermelhos e arregalados; seus pés tocavam no chão tão ruidosamente quanto podiam quando ela dava voltas no cômodo. Ele nunca a vira tão alterada. – És o pai dela! – Lady Hartford continuou. – O mínimo que deverias fazer é ficar ao lado dela. – Georgiana, meu amor, – ele andou em sua direção e pôs uma mão em suas costas –, eu sempre estou ao lado dela. Eu jamais disse que ele está cert
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Capítulo 6
"O novo governo é, em conclusão, apenas uma nova forma de deixar as coisas antigas," Edmund leu em voz alta para seus amigos da turma de direito. Ele suspirou. – Eu disse que esse tal de Hartford era bom! – disse um rapaz magricela sentado ao lado dele. – Peter, – respondeu Edmund –, estás sendo injusto em classificá-lo como bom. O homem é um gênio! Estou até pensando em citá-lo na minha próxima redação... Peter rapidamente arrancou o jornal de suas mãos. – Não te atrevas! Nem sequer terias ouvido falar dele se não fosse por mim. As frases eloquentes dele vão garantir as minhas boas notas. Edmund deu de ombros. – Não é como se eu precisasse mesmo... Os rapazes reviraram os olhos e o pequeno Peter tentou dar um soco no braço de Edmund, o que só causou uma risada de todo o grupo. – Juro por Deus, Hawkins, –&n
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Capítulo 7
Havia apenas uma coisa sobre a qual as pessoas falaram por semanas: um terrível artigo no Jornal do Amanhã com histórias escandalosas sobre mulheres sendo maltratadas das maneiras mais angustiantes pelos seus maridos e um ataque direto à posição de consentimento do governo. Algumas pessoas argumentavam que as histórias não eram reais, mas simplesmente o resultado da mente degenerada de um homem velho chamado Jude Hartford e isto fazia sentido porque outros afirmavam que conheciam o autor em pessoa e que ele era um senil que nunca tivera controle sobre a esposa e, portanto, escrevia aquelas loucuras para se sentir bem consigo mesmo. Embora as histórias fossem anônimas, o que sugeria que eram, de fato, inventadas, algumas pessoas começaram a encontrar traços semelhantes às vidas dos vizinhos e os rumores se espalharam o suficiente para que não tivessem mais tanta certeza de que haviam sido inventadas afinal. O impacto que o artigo de Jude teve foi tão grande qu
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Capítulo 8
Thomas Harvey era o tipo de homem que tinha um bom faro para os negócios e ele acreditava de verdade no sucesso de Jude Hartford, mas nem ele poderia ter previsto o quão bem-sucedidas as vendas seriam. Peter conseguiu comprar uma cópia de "Onde Acaba a Liberdade e Começa a Lei" antes que elas esgotassem e compartilhou-a com Ed e o resto do grupo assim que acabou de ler. Até um professor deles foi visto levando uma cópia na mão pelo campus. O livro se tornou tão popular que alguns revolucionários começaram a mencioná-lo em seus discursos e o coração de Jane derretia todas as vezes que ela os ouvia na casa do sr. Bentley. Ela dava seu melhor para não levantar suspeitas, especialmente porque o governo estava investigando muitos colunistas que discordavam de suas decisões, mas ela não podia evitar olhar de relance para Ge agora que ela estava acompanhando-a aos jantares. Havia sempre esse íntimo segundo entre as duas em que elas aproveitavam a ideia de que ambas sabiam a
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Capítulo 9
Lord Hartford parou de ler seu jornal apenas para olhar Georgie comendo seu café-da-manhã calmamente, então voltou para sua leitura. Gostasse ou não, ela era uma mulher casada e isso significava que, diferentemente dele, de Jane e de Charles, ela podia tomar o café na cama; mas ela não queria se comportar como uma mulher casada e, embora ele não dissesse nada a respeito, isso o incomodava mais do que qualquer um podia imaginar. – Para com isso! – reclamou Jane empurrando as mãos de Charles para longe de seu prato. O menino estivera roubando a comida dela a manhã inteira. Ela fitou John e perguntou: – Papai, vais dizer algo? Ele permaneceu focado no jornal, mas respondeu em um tom ensaiado: – Charles, para de chutar tua irmã. O garoto sorriu maliciosamente. Estava tão convencido da falta de atenção do pai que nem se deu o trabalho de dizer a ele que não chutara a irmã sequer uma vez na
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Capítulo 10
– Adivinha! – falou Peter. Edmund, tranquilamente sentado na grama, desviou os olhos do livro e franziu o cenho para observar o amigo bloqueando a luz do sol. – Finalmente tomaste coragem e pediste a srta. Bentley em casamento! Peter bufou. – Para de me pressionar, sabes que quero ter certeza de seus sentimentos antes de pedir... – Ainda? O que mais ela pode fazer? Escrever "Eu amo Peter Langley" na testa? Peter revirou os olhos. – Chega, não? – Diz logo o que é tão importante a ponto de interromper minha leitura. Peter observou-o pôr o livro de lado e então falou: – Já leste os jornais hoje? Edmund respondeu que não e Peter começou a ler o jornal que levara consigo: – Jude Hartford, o autor que, ultimamente, desrespeitou todos os valores morais possíveis e a própria instituição sagrada da família, – ele parou para revirar o
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