Em questão de minutos, a sala de estar virou o cenário de uma pequena operação militar. As crianças foram empurradas para sentar no tapete à frente; os mais velhos foram acomodados no sofá principal; os tios discutiam no fundo sobre quem era mais alto e quem estava tapando a luz da janela. Dona Cecília, no centro de tudo, distribuía as pessoas como uma maestrina experiente.— Henrique! — chamou ela, acenando.Ele ergueu os olhos do canto onde tentava passar despercebido.— Aqui, meu filho. Do lado da Jade.Olhei discretamente para ele. Henrique soltou uma respiração lenta, mas não argumentou. Caminhou até o espaço vago ao meu lado, parando a uma distância socialmente aceitável.O tio ergueu a câmera ao nível dos olhos.— Mais juntinhos, pessoal. Não cabe todo mundo no enquadramento.Dei um passinho discreto para a direita, aproximando meu ombro do dele.— Mais um pouquinho, Henrique. Parece que você está do lado de uma estranha — ordenou o tio Sebastião.Olhei de relance para Henrique
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