As estações tinham passado uma depois da outra. Um ano tinha passado.Para mim, o tempo não tinha sido mais do que o sol nascendo e se pondo, a maré subindo e descendo.Quando eu percebi, a minha rotina na França já estava completamente estabilizada, tanto no trabalho quanto na vida.Eu não sabia de absolutamente nada do que estava acontecendo no Brasil.Eu tinha apagado todos os contatos e bloqueado todas as contas de rede social ligadas à família Marinho.Eu não imaginava que um dia fosse ver o Flávio de novo. Pelo menos, dentro de mim, eu não queria vê-lo nunca mais.Mas o destino adorava brincar comigo.Naquele dia, saindo do trabalho, eu estava voltando para casa quando, de longe, vi uma silhueta solitária parada sob a luz amarelada de um poste.Eu parei no meio do caminho. Quando o Flávio me viu, uma mistura de emoções que eu não consegui decifrar passou pelo olhar dele.Eu me preparei para dar meia-volta e sair dali. Ele, porém, avançou de repente e, num segundo, me puxou para u
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