Elena Hart Na manhã seguinte, parei diante da cobertura de Alexander Thorne com duas malas aos meus pés e uma pergunta martelando na cabeça: o que eu estava fazendo ali? Eu tinha aceitado um emprego que não procurei, para cuidar de uma criança que conheci poucas horas antes, e agora estava prestes a morar na casa de um homem que, até cinco meses atrás, era um completo desconhecido. Uma péssima ideia, provavelmente a pior que eu já tive. A porta se abriu antes que eu pudesse tocar a campainha, revelando Alexander parado ali. Sem o terno impecável da empresa, parecia diferente: ainda era intimidante e mantinha aquela expressão séria, mas uma camiseta escura com calça simples tornavam sua aparência perigosamente mais humana. — Você veio — disse ele, encostando no batente e me observando. — Eu disse que viria — respondi, ajeitando a alça do casaco. Ele olhou para minhas malas no chão. — Tem certeza? — Se estiver tentando me convencer a desistir, chegou tarde — afirmei, erguendo o q
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