Quando acordei, pisquei, sentindo que a visão demorava a clarear. Tudo parecia borrão, e apenas uma voz feminina soava ao longe. Senti um toque suave no meu braço. Ela me chamava, mas a voz parecia abafada, como se houvesse algodão nos meus ouvidos. — O que… O que está acontecendo? Falei, mas até a minha própria voz pareceu distante. Fiquei aterrorizada e comecei a debater‑me. Foi então que mãos fortes me seguraram com firmeza. — O que… Por favor, não quero morrer… — Sussurrei, tremendo, enquanto lágrimas escorriam pelo meu rosto. Fui então acolhida num abraço apertado, por uma figura que ainda parecia uma sombra escura para mim. Ele me envolveu de modo que o meu rosto repousou contra o seu peito, enquanto sentia o seu carinho nos meus cabelos. Aos poucos, os meus tremores diminuíram, até que apenas solucei baixinho. — Calma, Frida. — A voz de Boris soou clara, de repente. E finalmente o olhei. A minha visão ainda estava um pouco turva, mas já conseguia distinguir os seus tra
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