Mesmo horas depois de ele ter partido, eu não conseguia descansar. Fiquei andando de um lado para o outro, sem parar, e olhei o relógio: a manhã já estava prestes a chegar. Mordi o dedo, tomada pela inquietação. Depois, espreitei pela janela, certificando‑me de que não havia ninguém por perto… e tomei uma decisão. Abri a porta e saí correndo. Ao aproximar‑me das roseiras, logo avistei a caixa. A peguei e voltei imediatamente, entrando de volta na cabana e trancando a porta com firmeza. Mas… e se fosse uma armadilha? Ou pior, uma bomba? Aproximei o ouvido da tampa, atenta. Nenhum som. Com infinita cautela, levantei a tampa. E para minha surpresa, havia apenas fotografias. Peguei‑as e sentei‑me no chão, começando a observar cada uma com atenção. Na primeira, vi o meu pai, John, ao lado de um jovem loiro de olhos verdes e de um menino de cabelos negros e olhos também verdes… Aqueles olhos… eram idênticos aos do homem que ficava parado, observando‑me de longe, perto da cabana. Arre
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