FernandoEstou afundado na cadeira de madeira da varanda, com as pernas esticadas à frente e uma garrafa de cerveja apoiada no braço do assento. O corpo inteiro reclama: ombros, costas, pescoço. Cada músculo parece decidido a me lembrar das horas absurdas que tenho trabalhado nas últimas semanas. A colheita está consumindo minha vida.Pela primeira vez no dia, consigo simplesmente parar. O sol se põe atrás das lavouras, tingindo o céu de tons alaranjados, dourados e avermelhados. O vento da tarde sopra mais fresco agora, balançando as folhas das árvores espalhadas pelo jardim. No gramado, Sophia corre atrás de Peralta, ou talvez seja Peralta correndo atrás dela. Os dois parecem incapazes de existir separados.A gargalhada da minha filha ecoa pelo quintal enquanto o cachorro dispara em círculos ao redor dela, desviando no último segundo quando ela tenta agarrá-lo. Sorrio automaticamente, sempre sorrio quando olho para ela. Mas ultimamente, tem outra pessoa ocupando meus pensamentos mai
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