A tempestade lá fora continuava a açoitar as toras de cedro da cabana, mas, dentro daquele quarto minúsculo, o mundo havia derretido.O meu peito subia e descia freneticamente, colado ao peitoral suado de Soren. A exaustão me atingiu com a força de uma marreta, drenando até a última gota de adrenalina do meu sangue. O peso dele sobre mim era esmagador e perfeito, mas a minha costela — até então anestesiada pela luxúria cega — ameaçou dar um aviso de que ainda existia sob os curativos.Apoiei as mãos nos ombros largos e marcados por cicatrizes dele e tentei deslizar o meu quadril para trás, buscando apenas uma fração de espaço para conseguirmos respirar direito.O movimento foi inútil.Eu travei. Um arquejo de confusão, seguido de um leve desconforto, escapou dos meus lábios quando percebi que estávamos, literalmente, presos. Uma plenitude absurda, densa e rígida me trancava no lugar, impedindo qualquer separação física.Soren sentiu o meu sobressalto. O corpo imenso dele vibrou, e um
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