(POV EVELYN)O silêncio que se seguiu àquelas cinco palavras foi mais ensurdecedor do que o estrondo do nosso sexo minutos antes.Eu continuei estática na borda da mesa de mármore, com as pernas ainda frouxas ao redor da cintura de Damien, sentindo o suor esfriar na minha pele nua. Minhas mãos, que antes arranhavam as costas dele, pararam no ar. Meu coração, que batia de forma desgovernada pelo orgasmo, pareceu errar uma batida completa.Eu amo você, Evelyn.A voz dele não tinha saído com a arrogância do CEO ou com a fúria do marido traído. Tinha saído rasgada, despida de qualquer armadura. Damien Blackwood, o homem treinado para esmagar impérios e controlar cada ser humano ao seu redor, tinha acabado de colocar o próprio pescoço na minha guilhotina.Devagar, ele afastou o rosto do meu pescoço. Os olhos escuros dele, ainda nublados pelo rastro do tesão, me encararam na penumbra do camarim. Não havia deboche ali. Havia uma expectativa vulnerável que me deu mais medo do que todas as ame
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