(POV DAMIEN)
Eu estava cego.
Raiva, tesão e traição se misturavam no meu sangue como veneno doce. Evelyn — minha esposa, minha obsessão, a maldita Alaska — estava nua contra a parede, o corpo que eu havia desejado por um mês agora completamente exposto, sem máscaras. E ela ainda tinha coragem de me olhar com aqueles olhos que queimavam.
— Você vai pagar, Evelyn — rosnei contra o ouvido dela, a voz baixa e perigosa. — Cada noite que me deixou duro pra caralho. Cada sorriso falso no café da manhã