Capítulo 19Alexander atravessou o limiar principal sentindo o peso do dia sobre os ombros. Passara a tarde no seu escritório na Torre VegaCorp, a evitar chamadas da administração e a delegar a organização do baile na sua mãe, mas a sua mente não estivera nos negócios. A sua mente ficara presa num ciclo constante de perguntas sobre a mulher que agora ocupava o seu quarto.Mal pôs pé no átrio, a Senhora Fanny apareceu, não com a bandeja de prata habitual, mas com as mãos na cintura e uma expressão de repreensão materna.— Menino Alex — disse ela, usando o apelido que só se permitia quando não havia visitas. — Posso saber em que é que estavas a pensar?Alexander piscou os olhos, parando ao pé da escada.— Boa noite para ti também, Fanny. A que te referes?— Àquela rapariga. À tua esposa. — Fanny sacudiu a cabeça, embora os seus olhos brilhassem. — Dez anos, Alexander. Dez anos me tiveste a acreditar que estavas casado com uma mulher fria ou invisível, e afinal tinhas escondido um anjo.
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