CAPÍTULO 28Visto de fora, tudo parecia um triunfo absoluto. Alexander De la Vega, o anfitrião, sorria e assentia, mas por dentro era um amontoado de nervos esticados ao limite.Alexander gostava de ter o controle. Adorava a previsibilidade dos mercados financeiros e a lógica dos contratos. Mas, nesta noite, ele tinha o controle de tudo — da música, da comida, da iluminação —, menos da situação real.Estava de pé perto de uma coluna de mármore, vigiando Lucía, que conversava animadamente com um grupo de investidores, quando Damián se materializou ao seu lado como uma sombra de mau agouro.— Senhor —susurrou o chefe de segurança, inclinando-se discretamente—, temos uma pequena situação.Alexander não desviou os olhos da esposa.— Defina "pequena", Damián. O caviar acabou? Alguém se embebedou e caiu na fonte?— Pior. A senhorita Constanza acaba de chegar.Alexander virou a cabeça tão rápido que sentiu uma fisgada no pescoço.— O quê? Eu a demiti ontem. Proibi a entrada dela.— Ela entro
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