*Henry* A força com que Elise me puxou para dentro do quarto foi surpreendente. Quando a porta pesada se fechou com um estalo nas minhas costas, o ar pareceu sumir dos meus pulmões. O instinto gritou para que eu recuasse, para que eu voltasse para a segurança do meu isolamento, mas os dedos dela ainda seguravam o meu pulso, ancorando-me ali. — Elise — a minha voz saiu rouca, carregada de hesitação. Eu encarei os olhos azuis dela, buscando qualquer sinal de arrependimento. — Eu não deveria estar aqui. Nós fizemos um acordo. Você precisa estar segura de mim. Ela soltou o meu pulso devagar, mas não se afastou. O rosto dela estava levemente corado, iluminado pelas chamas da lareira, e ela desviou o olhar para o chão por um breve momento, os dedos brincando com a bainha do próprio vestido em um gesto de timidez que raramente permitia que eu visse. — Eu sei o que combinamos, Henry — ela começou, a voz baixa, quase um sussurro. — Mas você está definhando pelos corredores, e eu nã
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