*Henry*O cheiro de sálvia e álcool da enfermaria de Agnes sempre me trazia lembranças mistas. Sentei-me na beira da maca, observando em silêncio enquanto ela examinava a mão esquerda de Elise sob a luz de uma lamparina.Agnes virou a palma de Elise para cima e para baixo. Pressionou o centro, exatamente onde o meu corte estava enfaixado. Elise não vacilou. A pele dela continuava imaculada.— Não há nada aqui, Luna — Agnes murmurou, ajeitando os óculos no nariz antes de suspirar e cruzar os braços. — E fisicamente, seu corpo não sofreu nenhum trauma.— Eu senti, Agnes — Elise insistiu, a voz firme, mas com um traço de apreensão que fez meu lobo se agitar. — Quando eu toquei a mão dele, a dor atravessou como uma faca. E ele sentiu o meu pânico.Agnes me lançou um olhar avaliador, depois voltou-se para Elise, com um sorriso reconfortante, quase maternal.— Vocês passaram por muito. O vínculo de vocês foi rejeitado, adormeceu e agora, finalmente, foi aceito e reconstruído. É natural
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